sábado, 16 de outubro de 2010

Respire.



Felizes aqueles que em algum pedaçinho de sua vida descobrem o que é viver. Felizes todos aqueles que entendem que na vida, não há nada para ser entendido, ou explicado. Felizes os que sentem sem ter medo de sentir, os que distribuem sorrisos e abraços. Felizes todos os que amam, e sabem que a vida é só e somente o amor.

Felizes os que acreditam em amor á primeira vista, os que são contra a casar e ter filhos apenas depois dos 30 anos de idade. Felizes os que se entregam pensando no hoje. Felizes os que sonham e planejam um futuro cheio de emoções e alegrias. Felizes os que encontram seu verdadeiro amor em qualquer esquina, descalços, sendo si mesmo por total.

Felizes os que dão valor a família, independente de como ela seja. Felizes aqueles que perdoam e são perdoados. Feliz cada um que já fez ao menos uma vez um bem ao próximo. Feliz aquele que tem vontade de vencer. Felizes aqueles que sabem distinguir verdadeiros de falsos amigos. Feliz todo aquele que procura ser, sincero, honesto e humilde, ainda que haja dificuldade para tal.

Felizes os que choram sem ter vergonha. Felizes aqueles que jamais abaixam a cabeça, não importando a situação. Felizes os que correm e dançam. Felizes os que se comunicam. Felizes os que estudam. Felizes os que saem e se divertem. Felizes os que aprendem a ter responsabilidade. Felizes todos aqueles que estão amando e sendo amados.

Felizes todo ser humano que enxerga que a felicidade não é encontrada, e sim construída. Feliz todo aquele que constrói sua própria felicidade. Felizes aqueles que entenderam que a felicidade é uma questão de decisão, por isso, felizes aqueles que decidiram ser felizes.

Às vezes, em meio a tantos sentimentos, deixamos que a tristeza tomasse conta, ou nos deixamos iludir, e ficar confusos. Às vezes desistimos dos outros, e de nós mesmos, esquecemos de abrir a porta para que a felicidade possa entrar, e dar liberdade para que dentro de nós ela venha a ser nossa hóspede principal. Às vezes esquecemos que podemos optar por ser feliz, e que basta respirar, seguir em frente, nem que seja para cair, levantar, cair, cair, e levantar. Só respire e permita-se ser feliz.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Valsa


Um convite para dançar sempre foi a maneira mais complacente e simples de me convencer, de me arrancar das cobertas quentes que permanecem meu corpo em uma temperatura constante e que garantem um bem estar tão aconchegante, para deixar-me levar pela sonoridade dos ritmos de uma boa e antiga canção. Dessa vez ela acertou em cheio.

Antes, nunca havia me feito uma visita tão indesejada e ainda sim esperada. O óbvio era que nós duas sabíamos bem que nosso encontro estava prestes a acontecer, embora eu tentasse adiar de todas as formas, fugindo e fingindo para mim mesma. Pela primeira vez a dor bateu a minha porta com gentileza, tão tentadora, me concedendo uma única dança, uma valsa em meio à escuridão.

Isto acontecia em minha alma, àquele irrecusável convite me era oferecido enquanto eu ouvia as mentiras tão reais quanto às verdades que ele me revelava. Tudo ia se encaixando perfeitamente e me deixando cada vez mais sem saídas, eram tão previsíveis todas as descobertas, só não era previsível a minha imensa decepção acumulada, pronta para explodir, para me fazer cair no chão e deixar que maus sentimentos pudessem me acolher em um momento tão frágil.

Diante de tantas palavras, eu não aguentava mais ouvir nem meia frase, eu preferia algumas vezes continuar fingindo ou fugindo, do que suportar aquela que batia em minha porta toda vez que algo de ruim me acontecesse. Mas era notório que me renderia à valsa que me foi concedida, até porque não havia forças em mim para recusar ou mandá-la embora.

Em meio ao breu me deixei ser guiada pela dor, naquele instante ela pôs sua mão direita em minha cintura, enquanto a esquerda pegava minhas mãos e colocava sob seus ombros, procurava encontrar meu olhos que insistiam em não encará-la, e simplesmente fixavam o chão, o que era inútil e desesperador, e com isso meus passos iam fluindo nas batidas de sua música melancólica, eu apenas obedecia, os dois para lá e para cá conforme as regras.

No salão tão vazio eu chegava a acreditar que ali era só eu e minha dor, no momento meu melhor par de valsas, mais eram tantos sentimentos misturados, que meus convidados chegaram sem precisar que eu os chamasse formalmente. As lágrimas foram as primeiras á chegarem, e para acompanhá-la um pouco de mágoa, logo após, a raiva e a confusão, o arrependimento e o medo...

Eu olhava ao meu redor, tentando achar algo que pudesse dar fim naquela dança doentia, mas nem sequer a esperança se propusera a aparecer, ainda que eu procurasse pelo amor, ou pela cura, ou ainda que eu achasse o tempo para consertar as ilusões que em mim foram perdidas, mas não os encontrara de forma alguma.

Quando meu corpo já estava enfraquecido, minha mente não conseguia nem pensar em uma solução que me tirasse daquilo, deparei-me com um velho amigo que sempre esteve presente em minha vida, principalmente nos segundos em que estava despedaçada porque alguém despedaçou. Ah! O perdão, aquele que me procurava especialmente nos momentos em que eu não errava, mas naqueles os quais erravam comigo, ele teve o costume de me dar às mãos.
Neste caso, eu o abracei. De todas as formas que eu o conhecia, essa foi a mais marcante, aquela que me fez ver através do que eu sabia, entender o que era o perdão por si só, o seu significado mais esplêndido, o que me traria um retorno inigualável.

Perdoá-lo foi como ver o Sol pela primeira vez, esquentando meu corpo. Como tomar um banho de chuva, singelo, lavando minha alma de todos os males. Assim como dançar, com o amor mais forte que existisse em meu coração, que de fato era todo dele, e deixar que ele me guiasse em uma valsa, com uma música romântica, e um salão onde houvesse todos os bons sentimentos, mais que no chão só houvesse meus pés seguindo os dele, e que os bons sentimentos estivessem dentro de nós, assim como a felicidade, a paixão, o respeito. Assim como o perdão.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Eu queria...

Você não me vê como sou.

Quando seus olhos cruzam com os meus, não entendem o que eles querem aparentar ou protestar, seus ouvidos são incapazes de sequer me escutar, e se algum dia eles contestarem alegando já terem me escutado, eu garanto, escutaram só o que quiseram, pois nunca chegaram a real mensagem que eu insisto em transmitir através de minhas palavras. Sua mente, sempre tão criativa, gira pelo mundo a fora, só não consegue rodear o meu pequeno e frágil mundo. Seus pensamentos tão estranhos criam tantas possibilidades e soluções, conseguem ter o dom de imaginar, só não imagina o que eu penso. Há uma barreira entre nós!
Eu queria poder lhe dizer que esta barreira poderia ser quebrada, mais não hoje, não agora no momento em que nos encontramos, e assim creio que continue por bastante tempo, se é que algum dia nós poderemos dizer que a quebramos. É difícil e muito doloroso, ver a cada segundo que passa como nos afastamos. Ver a proximidade dos corpos e a distância das almas, a distância do afeto, do carinho, e compreensão, e a proximidade tão íntima das brigas, da raiva, e do desamor. Eu queria poder lhe dizer ainda mais, que tenho esperança, e que acredito plenamente que tudo que estamos passando é uma simples fase, mais além das fases serem desculpas para não enxergar o problema em que se encontra e tentar resolvê-lo, eu não consigo nem sequer sentir pulsar uma ponta de esperança em meu peito, sequer ver uma luz ao fim do túnel, talvez o final ainda esteja longe, talvez um dia eu presencie o tão esperado fulgor, mais agora, aqui, dentro de mim, só se distingue o breu.
Eu queria, confesso, em determinadas horas, chorar em seu colo, e pedir como uma criança que você me desse um abraço e me confortasse nas horas difíceis, mais a mágoa entre nós é tão grande que é preferível sofrer calada a pedir o seu consolo. Queria gritar inúmeras vezes mais forte que você, nos instantes em que expõe suas opiniões tão contraditórias a tudo aquilo que me ensinou, inclusive, eu queria muito que você enxergasse que minhas decisões, atitudes, e tudo que sou, é devido aos valores que você construiu em mim, os quais você parece já ter esquecido. Eu queria poder lhe contar as coisas banais da minha vida, algumas fantasias, vontades e loucuras, e não só contar o necessário e o que todos consideram de grande importância, porque até meus sonhos mais mesquinhos para mim são essenciais.
Eu queria dizer que sei que assim como eu você terá seus milhares de motivos para me recriminar assim como eu lhe recrimino, e que não necessariamente alguém terá mais razões ou será dono da verdade nisso tudo. Queria poder te olhar com mais compaixão e dizer que estou aberta a ouvir, ouvir tudo que for mesmo que suas palavras sejam duras, mais queria poder ter a certeza de que iria ouvir mais que também seria escutada, ainda que minhas palavras sejam um pouco cruéis. Eu queria poder ser mais eu mesma, poder chegar até você e ter mais de mim em qualquer coisa que eu lhe proferisse, em qualquer atitude que contigo eu tomasse. Eu queria enfim, dar um fim em toda essa amargura entre nós, queria deixar todo tipo de orgulho de lado, e lhe pedir desculpas, talvez. Eu queria ter coragem.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Te reerguer

(Senhor, quantas vezes eu pedi que tirasse ele de todos os males que havia sobre o azul por onde ele costumava voar? Quantas mais vezes era preciso que eu rezasse a noite, sempre pedindo “Meu Deus, o abençoe, o perdoe!”?)


Longe de mim, meu pássaro completa mais um ano de sua vida delirante, longe de mim, dos meus braços, dos meus abraços, dos meus pequenos e tortos passos, por caminhos errados, sem poder alcançar sequer por um segundo seus vôos por entre as nuvens carregadas de chuva em um céu escuro acinzentado, que ele mesmo procurou. Os ventos tão fortes dos dias nublados e das noites de inverno passam agora por mim e me arrepiam cada vez que ele insiste em trazer junto com o frio as lembranças de você, e você está longe de mim, meu pássaro! Logo de mim, que o amei em exato momento em que pousou em minhas mãos, sem pedir nada, apenas que pudesse lhe observar e lhe amar de todos os jeitos pelo que era e pelo que não era. Se fosse só amor, talvez fosse mais simples, mais há muito mais; Ensinei-te tantos caminhos e atalhos, te contei tanto sobre mim, te fiz tão meu, me protegi a todo instante sob suas asas, fiquei admirando o ninho que criamos para vivermos juntos então, mais agora está tão longe de mim! Sempre tão livre, como pode se deixar levar por outra revoada? Dói dizer que sei os motivos, ou melhor, que ele mesmo os me disse, também pudera, tanta confiança, e prefiro que tenha sido assim, a verdade, aliás, somos a verdade, mais por que não pensou que com isso ficaria longe de mim, meu pássaro?
Como ar que respirava eu sorria ao vê-lo brincar, e defendia-o ao ver alguém o recriminar, e com tanta audácia eu gritava se alguém só mencionasse que iria me impedir de acariciar seu rosto. Lembrei-me de como o céu estava no dia em que lhe machucaram, como estava tenebroso, quando feriram o meu pássaro, como eu corri, e como as lágrimas corriam pelo meu rosto acompanhando meus pés, lembro-me de sua dor, que durou ainda mais alguns dias, e isso era tão revoltante; E desde então percebi que meu coração não podia ver alguém sequer tocar em um fio seu ou sequer parar seu vôo tão esplêndido, sequer ousar em ofendê-lo com palavras ou atitudes, sequer chegar perto. Mas ele se recuperava tão rápido de todos os seus tombos, era tão incrível ver sua partida, o seu abrir das asas, era tão magnífico tudo que ele fazia, mais nada mais posso ver se está longe de mim; Mais eu o entendo tanto, eu compreendo tanto ele ter caído no erro, nos seus próprios erros, o entendo ter literalmente caído, tão derrotado, entendo, e até aceito, embora com tanta, tanta dor, dele ter sido aprisionado em gaiolas, em meio a outros pássaros com suas histórias, entendo, aceito, mais rezo.
E longe de mim eu rezo dia após dia, a cada noite, a cada suspiro que ele dá nos meus sonhos, eu rezo tanto para que eu possa reerguê-lo, para que livre ele possa aprender, para que livre ele possa voar por céus azuis claros, por entres as nuvens brancas não mais carregadas, que ele possa enfim ficar mais uma vez perto de mim.


***
Tire de mim minhas medalhas, meu troféus, ainda tenho minhas forças capazes de resgatar cada título; Tire os registros das minhas vitórias e glórias, arranque dos meus livros os melhores capítulos, ou então acabe com o livro inteiro, ainda tenho a memória como minha fiel aliada. Tirem de mim os meus passos, todos os meus abraços, todo o meu espaço, meus laços, juro que ainda tenho tudo, e ainda que não fosse o tudo, teria ao menos a razão para saber que o amanhã existe. Só não tire de mim aquele que me ensinou a voar, aquele pequeno pássaro que me protegeu em suas asas e me fez conhecer toda sua revoada, ainda que delirante, errante, e muito errante, ainda que pelos caminhos errados, nos perdêssemos entre a fumaça que embaçava-nos os olhos, entre os perigos que nós mesmos criávamos, ele me ensinou a voar, e isto é algo que a razão desconhece, e sem ele, sem o tudo, e sem a minha razão, só me restaria à fé para continuar os meus dias e implorar para que o Senhor dos Senhores fizesse meu pássaro voltar para mim, voltar voando com suas belas asas e pousar sobre minhas mãos. Entende agora Meu Deus, porque é que eu converso contigo? Entende agora o que venho lhe pedir?



segunda-feira, 24 de maio de 2010

DAVID LUCATELLI,

Certo dia, eu reconheci um rapaz, e digo-lhes reconheci, pelo fato de que somente conhecer talvez seja simples demais; Para conhecer precisamos só saber um nome, e já nos damos por satisfeitos, porém, conhecer vai muito além dos substantivos simples e compostos. Acredito que todos nós declaramos conhecer quase meio mundo, ou mil pessoas, mais dizer ''Oi'' é fácil demais, o difícil seria reconhecer tais coisas e pessoas, afinal sempre haverá um dia em que olharemos para algo ou alguém e conseguiremos enxergar algo que nunca teríamos visto antes, seria então assim, reconhecer. Mas voltando ao assunto...


Certo dia reconheci tal rapaz, e lhe entreguei meu coração, mais não entreguei pelo amor carnal, pelo amor do toque, ou pelo amor entreolhares, pelo amor da pele, dos beijos, não havia um amor á dois, não existia um amor de homem para mulher, nem sequer havia sexo, masculino ou feminino, havia somente o amor. Sim, aquele amor puro, sem frescuras, e sem pedir nada em troca, um amor com ar ingênuo e base inocente, como se fosse na verdade duas crianças que não vêem o mundo ilusório em que realmente vivem, como se o importante fosse brincar, brincar, e brincar, como se e somente se importava o amor, só o amor. Talvez ache um pouco ousado da minha parte, relatar aqui um amor tão sincero que para muitos seriam até impossíveis, mais com ele aprendi um amor diferente, que me fez acreditar em um amor de duas pessoas contendo apenas um forte abraço, boas conversas, umas risadas pra dividir, e umas bebidas para relaxar. Pois é, com o David conheci as aventuras alucinantes de uma vida bastante errada, saltar sobre as pedras, correr na areia, sair pelas ruas e conhecer todos os seus amigos, cair no mar. Aprendi muito nesse tempo sobre o seu jeito, conheci seu andar marrento, seu jeito como segurava os cigarros, como mexia nos cabelos, e todas as vezes que o pintou, descobri como seu olhar ficava quando se sentia triste, e quando se sentia bem. Conheci as pessoas que o amavam, e as pessoas que simplesmente fingiam. Em uns lances, eu conheci todos os seus lados, e confesso que as qualidades não foram às únicas perceptíveis, com elas sempre vinham os defeitos, e por isso, descobri um David muitas vezes arrogante, em alguns momentos parecia nem ligar, e talvez não ligasse mesmo, e talvez eu fosse ainda muito imatura para entender suas atitudes que eu considerava infantis, e por isso, me afastei. Assim permanecemos durante um bom tempo, trocando algumas ofensas e alguns sorrisos feridos também, algumas vezes queríamos nos falar, outras nem sabíamos quem éramos, e assim prosseguimos até ele vir em minha direção com os cabelos enrolados, com seu andar, seu ar de poder, e seu cigarro por entre os dedos da mão esquerda, abrir um sorriso e dizer: “Você acredita que perdi meu maço de cigarros?”, nessa hora pude soltar uma boa gargalhada e por um segundo relembrar da época que vivemos. Saudades; Ele se sentou na mesma mesa que eu e dividimos novamente, os abraços, as boas risadas, e as bebidas. Vi-me novamente entrelaçada com a sua vida errante, e sinceramente, não estava nem um pouco arrependida, demos um tempo para nos reconhecermos e entendermos o que mudou em nós mesmos, e o fizemos com muita sutileza, e compreensão! Embora houvesse ainda algumas mágoas, conseguimos superá-las, quer dizer, ele muito mais do que eu, que ainda esperava ansiosamente um pedido de desculpas, mas não o obriguei, fingi que esqueci. Com o passar do tempo deixei-me mais leve para me abrir com ele, mais a distância era sempre um grande obstáculo, dessa vez não queríamos ficar longe, mais foi inevitável, nos afastamos. Vivi o que tinha que viver, e com certeza David fez o mesmo, para mim não foi uma fase muito boa, e para ele, bem, o David não vivia fases ruins, pelo ao menos não aparentava, e então depois deu me desligar de todas as situações difíceis que encontrei em meu caminho, voltei ao lugar onde nos criamos; Meus olhos conseguiram alcançá-lo á uma certa distância, e me senti bem, só de poder vê-lo, e de modo que ele se aproximava, eu esperava pela sua primeira palavra: “Irmã!”, assim me chamou, com os olhos brilhando, e eu deixei meus braços o abraçarem, e me senti melhor do que havia me sentido antes quando estava o observando, ele me deus as mãos e nem deixou que eu falasse nada: “Desculpa, eu errei, mais pelo ao menos estou lhe pedindo agora, porque reconheci que errei”, depois dessas palavras não precisei dizer mais nada. E assim continuamos com nossos abraços e conversas. Quando de repente me lembrei do dia que reconheci e entreguei meu coração a um rapaz... Eu não sabia, mais agora sei, ele já havia me entregue o dele há muito tempo! E aquele rapaz, que hoje eu reconheço como meu irmão, continua em seu caminho errado, com nossas bebidas e sorrisos, e eu ainda não sei bem ao certo, mais seu caminho sempre se cruza com o meu, de algum jeito.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Maior e mais belo.



Pudera eu fazer com que você compreendesse, aliás, o farei compreender que o meu amor por você é o sentimento mais belo, mais intenso, e maior que alguém já possa ter visto, sejam nas tramas das novelas, nos filmes mais impactantes, nas peças de teatro totalmente emotivas. Muito maior que os amores escritos pelos mais famosos poetas, maior que os amores apaixonantes, maior que amor real, que o amor surreal, maior que os amores vistos no dia-a-dia, simplesmente maior e mais belo. Então guarde contigo certas palavras, ainda que veja nas ruas milhares e milhares de casais se abraçando e demonstrando o amor que sentem não se esqueça que o amor que há dentro de mim é maior e mais belo que todos os deles juntos, ainda que ouça milhões de “eu te amo”, lembre-se que só de ouvir a minha voz lhe dizer “eu te amo” você perceberá que esta frase fará sentido maior do que qualquer outra pessoa que a lhe pronuncie, ainda que veja pessoas fazendo loucuras de amor umas pelas outras, lembre-se que o meu amor é tão grande que nem você, e nem eu mesma conseguiria saber qual a maior loucura de amor que eu seria capaz de fazer por você, mais você pode saber que eu a faria, sem pensar sequer uma só vez. E ainda que algum dia ache que alguém o ame mais do que eu, tenha certeza de que estará errado, que meu amor por você continuará sendo o maior e mais belo. Então meu amor, não esqueça, que neste mundo, nem se o meu amor virasse uma saga de livros, nem os mais privilegiados escritores conseguiriam descrever em centenas de páginas o tamanho deste sentimento, ainda que sinta dúvidas, ainda que não consiga enxergar tamanha grandiosidade, pelo ao menos sinta o tamanho desse amor. Que mesmo que o mundo a fora se dê conta do que eu sinto, saiba que nunca será o bastante, que só eu propriamente sei o tamanho e a beleza do meu amor, que só Deus sabe o tamanho e a beleza deste amor, e só você saberá o que é ter o meu amor. O amor maior e mais belo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Soneto

Então meu querido, não minta pra mim
Ainda que nossos corpos não se encontrassem
Nossas bocas não mais se falassem
Não seria este do amor o seu fim...


Ainda que nossas vidas entrelaçadas
Aos olhos alheios, não transpareçam claramente
Pois só enxerga o elo, quem os sente
Não seria esta nossa história por finalizada!

Que o amor só chega ao fim, meu querido
Quando o palpitar do coração se acaba
E sozinhos seguimos diferentes estradas...

Que o fim de um amor só se chega
Quando os olhos param de brilhar
E seguimos em frente pra não mais voltar!

terça-feira, 2 de março de 2010

Acontecer


Abriu as janelas e fechou os olhos, debruçou parte do corpo sobre o mármore branco que segurava os vidros espelhados do quarto, tentando não notar o reflexo que eles tinham quando se colocavam á frente deles, e assim tentou sentir o vento que era quase inibido pelos apartamentos que o rodeavam, assim permaneceu durante algumas horas, pensando no próprio pensamento, buscando algo dentro de si que fizesse o mínimo sentido, e uma vez que não o encontrou, fechou as janelas com certa aversão, esquecendo que com isto voltaria às partes espelhadas, encontrando assim o que não ambicionava naquele exato momento, seu próprio reflexo, pausou; Abaixou os olhos, e passou a mão por sobre os cabelos castanhos claros, colocando uma pequena mexa atrás da orelha, e agora com menos receio olhou de novo para sua imagem, como se pudesse sair do corpo e se ver de fora, se analisando, com um pensar crítico, evitou a maioria das verdades a princípio, enxergando os pontos positivos, e essa falsa felicidade durou pequenos segundos, uma vez que o seu lado fraco revelou-se facilmente, porém surpreendeu-se ao olhar para os pontos negativos em si, pois seus olhos estavam fortes, e sua cabeça manteve-se erguida mesmo nos momentos em que os erros se mostravam, respirou fundo e fixou seu pensamento em todos os atos que cometera até ali, até aquele ponto, conseguiu dividi-los em bons e ruins; primeiramente julgou-se por cada ato mau cometido, e o que cada um deles proporcionara, relacionou todas as conseqüência da ação e balanceou com a aprendizagem que a mesma causou, logo após pode exaltar suas glórias, e todas as boas atitudes que proporcionaram tanto uma ótima conseqüência quanto aprendizagem, por fim, pode ter uma conclusão sobre tudo que fizera em sua vida, e pode perceber o quanto valeu a pena entregar-se a cada emoção, e o principal perdoa-se quando preciso por elas, chorou. Desta vez ao entrar em seu quarto, antes que abrisse as janelas, sorriu para o reflexo que as mesmas transmitiam, e se olhou com certo reconhecimento, podendo assim respirar fundo o ar que a rodeia, com toda suavidade de alguém que aconteceu!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Fui além...

Foi como um sonho, ele deitou-se sobre o chão olhando para o que restou do céu, enquanto eu pus minha cabeça sobre seu peito tentando ouvir seus batimentos, fui além, pude ouvir suas emoções e sentimentos gritando dentro de si, como se quisesse me fazer ter certeza do que ele sentia, ao mesmo tempo os meus batimentos iam acelerando, e minhas emoções e sentimentos se misturavam com os dele, fui além, não havia nenhuma luz que eu pudesse ver a não ser a luz do seu olhar e de cada estrela que havia no céu aquela noite, segurei suas mãos e direccionei meus olhos para cima, focalizando o azul escuro do céu, com o branco das estrelas, fui além, deixei minha mente viajar pela paisagem, buscando um futuro vitorioso, onde meu sonhos se realizavam, e claro, o maior deles, era estar ao seu lado; deixei-me levar pelo momento, distraindo-me com meus planos e ideais, com as rosas que encontraria pelo caminho, até sentir seu corpo mais próximo do meu, me encontrei paralisada, nesse segundo não pensara mais em como seria minha vida, porque de fato nada faria sentido se a vida dele não estivesse entrelaçada com a minha, ou que em vez de duas fossem uma só; fixei meu olhos tão profundamente nos deles que pude ver através do ser ou do não ser, fui além, tentei transmitir toda a minha força de vontade para lutar por algo que almeje a ele, tentei lhe mostrar o tamanho do amor que sentia e fazê-lo perceber que eu não espero que ele vença, porque eu tenho certeza de que ele o fará, mais que eu espero que ele tenha certeza de que virá vencer, porém ao meu lado, com o meu apoio, fui além; deixei o tempo voltar ao momento em que meus ouvidos estavam sobre seu coração, onde seus batimentos cardíacos aumentavam a cada instante, quando ele me perguntou "Consegue escutar meu coração?" acenei com a cabeça, como se estivesse dizendo sim, "Que bom, pois você está dentro dele" ele me sorriu dizendo estas palavras, enquanto eu fechava meu olhos e uma lágrima de felicidade escorria pelo meu rosto, eu agradecia a Deus por me ter feito encontrar um amor verdadeiro e reciproco.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Depois de um sonho

De repente ele me sorriu e eu lhe disse: "Lealdade é muito mais do que rir para aquele que te sorri" e então fechei meus olhos eternamente, com um suspiro de satisfação, já os seus olhos encheram-se d'água sem entender não o sentido de minhas últimas palavras pronunciadas, mais sim dos meus últimos segundos de vida! De fato, mais tarde ele entenderia o real significado de ser leal, pois ele conseguira alcançar: Sinceridade, fidelidade, dedicação; ou seja todos os significados que você pode encontrar em qualquer dicionário ao procurar a palavra 'lealdade', ele se tornara amigo! O óbvio era, tanto ele quanto eu sabíamos nossos erros e acertos, sim, eu confesso, os erros eram muito mais atraídos por ele, porém cada passo mal dado não interferia em minha vida "certa", confesso mais uma vez, que algumas vezes, tive que mentir ou até cometer alguns erros, mais era pelo bem dele, ou talvez pelo bem da amizade, ou melhor ainda, era ser leal para com ele, contudo, mais uma vez digo que isto não interferiu muito a minha conduta! Quando parei para analisar toda essa relação, parecia não estar em um grande momento, e era de se esperar que ele estivesse ao meu lado, mais por que desta vez? Olhei para os carros, e para as pessoas apavoradas a nossa volta, olhei a cidade com um olhar renovador, como se soubesse que seria a última tacada, mais era tarde demais para pensar nos carros, nas pessoas, era tarde demais para perceber que há vida em sua volta, e que a vida não é só a sua, e com isso vi outra vida perto de mim e foi quando me deparei com o desespero; Como alguém pode se arriscar tanto pelo próximo? Quis desfazer tudo aquilo, e implorar para que tudo que acontecesse daquele ponto em diante fosse apenas comigo, nem precisei pedir, as circunstâncias levaram as atitudes a um só caminho, e o caminho era exclusivo meu! Por mais que tentassem, as escolhas foram feitas, e eu não tinha escolha, aconteceu como devia acontecer, e quando eu já estava fora de mim, e todos se afastaram, para meu amigo sorri, percebi que ele estava atemorizado, sorri de novo já sem forças, quando de repente ele me sorriu e eu lhe disse "Lealdade é muito mais do que rir para aquele que te sorri" ...e então fechei meus olhos eternamente!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

De repente

De repente as flores desabrocharam, o Sol brilhara com mais intensidade, radiante, o Céu estava límpido, e as nuvens não estavam carregadas, pareciam algodão a desenhar sobre o azul claro das manhãs, à noite a Lua ficara completa, e as estrelas se amontoaram sobre o azul escuro, de repente os chatos não importavam mais, e os problemas iam se esvaindo, e todo mal se transformara em bem, o vento era mais suave, e o meu andar se tornara leve, o meu olhar era mais singelo, e meu sorriso verdadeiro, talvez, de repente, toda a beleza, e todo lado positivo de tudo estivesse sempre ali, talvez eu que não conseguisse enxergar às flores, as manhãs, as noites, nem meus passos, meus abraços, meu espaço, porém, de repente, alguém consegue chegar tão perto do que sou, que me fez ver através do superficial, me fez notar tudo a minha volta de um jeito belo e encantador...De repente, depois que lhe conheci, acordei como se tudo fosse novo, havia tanto brilho em mim que não reconheci quem eu era, nem o que estava acontecendo, fui percebendo a vontade que dava de te ver de novo, e de conversar horas, horas e horas, porque ao seu lado eu sentia tudo, eu sinto tudo, tudo que me faz bem, percebi como é mágico um abraço, e ter ciúmes...De repente me vi completamente apaixonada por alguém que em tão pouco tempo me mostrou tudo que qualquer pessoa já conhecia mais de um jeito diferente, com um novo olhar! De repente eu me vejo num futuro brilhante, no qual você faz parte dele, no qual você me leva até ele, eu vejo as palavras de amor, as noites, os dias, eu vejo nós dois, a todo momento, a todo instante, consciente ou inconscientemente, no coração, na cabeça, na alma, no corpo! Você definitivamente não está fazendo parte da minha vida, você É parte dela!