
Abriu as janelas e fechou os olhos, debruçou parte do corpo sobre o mármore branco que segurava os vidros espelhados do quarto, tentando não notar o reflexo que eles tinham quando se colocavam á frente deles, e assim tentou sentir o vento que era quase inibido pelos apartamentos que o rodeavam, assim permaneceu durante algumas horas, pensando no próprio pensamento, buscando algo dentro de si que fizesse o mínimo sentido, e uma vez que não o encontrou, fechou as janelas com certa aversão, esquecendo que com isto voltaria às partes espelhadas, encontrando assim o que não ambicionava naquele exato momento, seu próprio reflexo, pausou; Abaixou os olhos, e passou a mão por sobre os cabelos castanhos claros, colocando uma pequena mexa atrás da orelha, e agora com menos receio olhou de novo para sua imagem, como se pudesse sair do corpo e se ver de fora, se analisando, com um pensar crítico, evitou a maioria das verdades a princípio, enxergando os pontos positivos, e essa falsa felicidade durou pequenos segundos, uma vez que o seu lado fraco revelou-se facilmente, porém surpreendeu-se ao olhar para os pontos negativos em si, pois seus olhos estavam fortes, e sua cabeça manteve-se erguida mesmo nos momentos em que os erros se mostravam, respirou fundo e fixou seu pensamento em todos os atos que cometera até ali, até aquele ponto, conseguiu dividi-los em bons e ruins; primeiramente julgou-se por cada ato mau cometido, e o que cada um deles proporcionara, relacionou todas as conseqüência da ação e balanceou com a aprendizagem que a mesma causou, logo após pode exaltar suas glórias, e todas as boas atitudes que proporcionaram tanto uma ótima conseqüência quanto aprendizagem, por fim, pode ter uma conclusão sobre tudo que fizera em sua vida, e pode perceber o quanto valeu a pena entregar-se a cada emoção, e o principal perdoa-se quando preciso por elas, chorou. Desta vez ao entrar em seu quarto, antes que abrisse as janelas, sorriu para o reflexo que as mesmas transmitiam, e se olhou com certo reconhecimento, podendo assim respirar fundo o ar que a rodeia, com toda suavidade de alguém que aconteceu!
Nenhum comentário:
Postar um comentário